Que as deusas nos abençõem

Queria encerrar o ano com uma mensagem otimista, de fé e de esperança. Fã da mitologia, fui atrás das deusas que, nas mais diferentes culturas, representam a fertilidade e a maternidade. Abaixo, selecionei algumas delas.

Encontrei coisas bem interessantes na obra "Todas as Deusas do Mundo" (ed. Gaia) e, coincidência ou não, ganhei de presente no Natal  "O Livro das Deusas", lançado pela Publifolha, que trata da origem e do mito de mais de 40 deusas e de sua representação na história da humanidade. Assim como Maria está relacionada ao acolhimento, Afrodite ao amor, Iemanjá à purificação e Sophia à sabedoria, cada uma das deusas têm algo a nos ensinar.

Que as elas derramem muitas bênçãos sobre nós, mulheres que já são mães (biológicas ou de coração), mulheres que estão tentando uma gravidez, mulheres que, mesmo sem saber, já exercem a maternidade de outras formas e a todas mulheres que, com ou sem filhos, já são férteis por natureza.

                                                   Deméter - A deusa grega da colheita, da terra e de toda a vida que vem da terra. Invoque-a para crescimento, germinação, abundância, nutrição, prosperidade, casamento e maternidade.

 

 

                                                            

Inanna - Deusa da antiga Suméria, era rainha do céu e da terra, não conhecia nada sobre o submundo e decidiu ir até o reino das sombras aprender os mistérios da vida, da morte e do renascimento. A deusa da vida era considerada a grande mãe dos sumérios e exercia poder sobre o amor, a guerra e a fertilidade. Invoque-a para reprodução, fecundidade, justiça, amor, energia sexual, sensualidade e criatividade.

 

 

                           

                                      

                                          Blodeuwedd - Deusa da face florida, ela é encontrada no ciclo galês mitológico. Criada de flores de árvores poderosas, mágicas e curadoras, representa assim continuidade da cura e da renovação na vida. Ela á a deusa das emoções e da energia que move a vida. É ela que nos coloca em confronto com as novas descobertas e obstáculos, capazes de nos fazer crescer e evoluir, fazendo com que assim cheguemos até a iniciação na vida.

 

 

 

                                Yemanjá -  É a deusa yorubá dos mares. Na África, seu culto está intimamente ligado aos rios que correm para o mar. É uma deusa muito antiga, pois está relacionada ao mar e o início do mundo. Os seus peixes simbolizam o embrião e as infinitas possibilidades da água que gera. Um de seus principais instrumentos mágicos é o abebé, um leque redondo, que simboliza os poderes de fecundidade, mas ela também é uma deusa guerreira e por isso porta uma espada que separa e multiplica os seres, permitindo o nascimento de seres humanos únicos, com características  intransferíveis.

 

Kuan Yin - É a deusa chinesa da compaixão. Diz a lenda que ela estava prestes a entrar no céu e parou por um momento na entrada do reino celeste quando o choro e o lamento do mundo alcançaram seus ouvidos. Ela ficou tão preocupada com a humanidade que decidiu retornar, assumindo a forma humana para ajudar as criaturas na terra. Os budistas acreditam que o simples pronunciar de seu nome faz com que ela esteja presente e há altares dedicados a ela estão por toda a parte na China. Invoque para compaixão, paz, justiça, amor, cura, pedidos, salvação, coragem, modéstia, maternidade, beleza, harmonia familiar, doçura, purificação, gravidez e tranquilidade.

 

 

Que as deusas e os deuses derramem luz, saúde e alegria nos nossos caminhos em cada minuto de 2006, 2007, 2008, 2009, 2010...

Escrito por Cláudia Collucci às 18h36

Lavar a alma

A dor da dificuldade de gravidez é mesmo universal, como vimos nas dezenas de mensagens do post anterior. Sim, é universal. Mas também é universal esse sentimento solidário e verdadeiro que cada uma de vocês expressam neste espaço. As mensagens, sempre carregadas de muita emoção, chegam até mim com vida própria. E, literalmente, fazemos uma "lavagem" coletiva da alma. Sem medos, sem receios, sem vergonha. Quando dividimos as nossas mais profundas tristezas, nos libertamos parcialmente delas. Paramos de enxergar apenas o nosso próprio umbigo e nos tornamos cúmplices, mais solidárias e, portanto, seres humanos melhores.

Desejo neste Natal que:

as esperanças sejam renovadas

a fé, redobrada

e a alegria, triplicada

Comemorem muito o fato de terem alguém com quem comemorar. Deitem no colo da mãe, da avó, da tia porque também é maravilhoso ser filha, neta e sobrinha (eu adoro e já estou a caminho de Ribeirão Preto para fazer isso). Namorem muito o maridão porque é também maravilhoso ser simplesmente a mulher dele e não a mãe do filho dele.  Celebrem o fato de estar vivas e com saúde. O resto a gente vai tirar de letra. Tenho certeza disso. Um beijo no coração de cada uma e FELIZ NATAL!!!! 

Escrito por Cláudia Collucci às 19h36

Querido Papai Noel:

 

Mais um Natal se aproxima e, de novo, acho que você esqueceu do presente que tanto espero e peço: meu bebê.

Sei que você me presenteia diariamente com saúde, um trabalho que me realiza, um marido que amo , uma família maravilhosa e amigos muito queridos . Sei que tenho inúmeras razões para ser uma pessoa muito feliz . Mas, sabe Papai Noel, estou triste.

 

Essa espera angustiante parece que vai cavando uma imensa cratera dentro de mim e, às vezes, tenho medo de cair dentro dela e nunca mais sair. Parece que, neste momento, juntaram-se as frustrações mensais de cada menstruação não-desejada. E a chegada das festas natalinas está meio sem graça.

 

Eu me esforço, juro, para manter viva a chama da esperança e acreditar que a vida tem seu curso natural, que tudo tem uma razão de ser e que, no momento certo, receberei a bênção da maternidade. Mas, te confesso, às vezes, desanimo. E choro. E tenho raiva. E tenho inveja das barrigas que vejo circulando por aí. E fico ainda mais possessa de sentir isso tudo. E, depois, mais irritada por ter ficado possessa. Afinal, sou de carne e osso e tenho todo o direito do mundo de sentir isso tudo porque são sentimentos legítimos, verdadeiros.

 

Sabe, meu bom velhinho, o que essa sociedade está fazendo com nós mulheres é algo muito injusto. Primeiro, lá na adolescência, nos fazem a acreditar que a realização profissional é tudo na vida de uma mulher. Deus nos livre a gravidez. Aí a gente corre, estuda, trabalha. Depois, vem aquela busca pelo outro, pela nossa cara-metade. Quando a gente pára para respirar um pouco já passamos dos 30 e o relógio biológico está ali soando o seu alarme implacável.

 

E a gente fica meio perdida, sem saber o que pensar. Até que ponto essa vontade toda de ser mãe é um desejo real, atávico à condição feminina, ou é uma imposição implícita da sociedade, da cultura judaico-cristã (afinal, diz a histórica frase, “nenhuma mulher se realiza senão depois da maternidade”) ou simplesmente uma vontade de provarmos para nós mesmas que somos capazes de gerar? Afinal, como dizem os mais reducionistas, há tantas crianças abandonadas por aí, por que não adotar?

 

Digo reducionista não porque considero a adoção uma questão menor, pelo contrário, é uma forma de maternidade tão ou mais nobre do que parir um filho. Mas só quem vive a dificuldade de gravidez sabe o que uma gestação significa na vida de uma mulher. Novamente, vozes surgirão dizendo que essa é uma cobrança cultural, mais uma forma de fazer com que a mulher se sinta culpada. Há muitas teses para todas essas hipóteses e, sinceramente, elas, às vezes, me confundem e parecem que se sobrepõem.

 

Mas, sabe Papai Noel querido, o que eu realmente sei e sinto é que a falta deste bebê dói muito.

Às vezes, vejo mães com seus rebentos nos parques, shoppings e ruas, no colo de suas prestativas babás, ou aquelas que usam suas crianças para mendigar nos sinais, e penso: Será que elas já imaginaram o que é querer tanto um filho e ter dificuldades para gerá-lo? Outras vezes, essas cenas me levam às lágrimas porque me pergunto: será que vou conseguir?

 

Por isso tudo, Papai Noel, é que eu te peço:

Neste Natal, leve muita esperança, perseverança, fé e paz aos corações de todas as mulheres que estão nesta luta em busca da gravidez. Sopre um vento muito fértil não só para os seus ventres, mas para o resto de suas vida. Porque, afinal de contas, a semente só germina em solo fertilizado. E, por mais rigoroso que seja o inverno, a primavera não tarda a chegar.

PS - Tentei sintetizar neste texto o teor de todas as mensagens que recebi de vocês nestes últimos meses e, é claro, um pouco das minhas próprias angústias. Um feliz Natal e um beijo no coração de cada uma.

Escrito por Cláudia Collucci às 11h41

 

A pizza da reprodução

Mais uma promessa de oferecer reprodução assistida na rede SUS pode acabar em pizza. O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, revogou ontem, quarta-feira, 19 portarias assinadas pelo ex-ministro Humberto Costa. Entre elas, está o projeto de criar 26 centros de reprodução humana assistida a partir de 2006. Entre seis, seis se destinariam a casais soropositivos ou sorodiscordantes. A justificativa de Felipe é que esses programas causariam um impacto muito grande no orçamento do governo.

Ainda ontem, o ministério soltou uma nota corrigindo a informação. Disse que as portarias serão reeditadas em 2006. Sinceramente, não acredito, como já tinha  manifestado no início do ano, ainda na minha coluna na Folha Online

http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/querosermae/ult601u215.shtml

Para quem não se lembra, o ex-ministro anunciou o projeto em rede nacional. Criou-se uma expectativa imensa nas pessoas e, nove meses depois, vem o novo ministro e desfaz tudo o que havia sido prometido. Qualquer semelhança com o que aconteceu no HC não é mera coincidência. Aliás, até agora, ninguém da superintendência se dignou a responder as questões levantadas na semana passada. Entre elas a dispensa de mulheres que já estavam na fila há anos.

Nos últimos anos, até porque o assunto tem apelo midiático, tem sido comum as promessas de tratamento de reprodução assistida que nunca se concretizam. E sabem porque isso ocorre e vai continuar ocorrendo? Porque as pessoas que vivem o problema não se mobilizam. Cada casal sofre calado ou, no máximo, se manifesta pela internet.

Enquanto não escancararmos o problema da falta de acesso aos tratamentos e tudo o que o envolve (problemas de bioética, relações prosmícuas das clínicas com os laboratórios, tratamentos desnecessários, entre outros) nada vai mudar.

Por mais dolorido e desgastante que possa ser o processo, é preciso ir à luta. Conheci ontem um exemplo de garra, em uma questão que foge do tema reprodução assistida, mas que pode atingir qualquer mulher em idade reprodutiva: a mortalidade materna.

Carmem Regine Medeiros, com o apoio da Rede Feminista de Saúde, está criando a Associação dos Familares de Vítimas de Morte Materna. Mãe de Marina, morta no início do ano, ela conta um pouquinho da trágica história:

"Marina tinha 25 anos, era técnica em meio ambiente e cursava Engenharia de Meio ambiente. Até o sétimo mes sua gravidez foi perfeita, dai em diante apareceram alguns problemas. Sua última eco, com 7 meses, acusava um desenvolvimento lento, ou seja, minha neta não estava engordando como deveria.

Ela levou este exame para seu obstetra que disse que estava tudo bem e que o médico que fez o exame não deveria ter tecido nenhum comentário sobre o mesmo. Anotou na sua caderneta de acompanhamento da gestação, que ela estava com edema, com elevação da pressão arterial e não pediu nenhum exame, nem mesmo um exame de urina. Seu último exame de urina havia sido feito em final de janeiro.

Uma semana após esta consulta, sua pressão foi para 17/10. Em função disso foi feita uma cesária. Depois disso, foi só horror: minha neta nasceu a 1:05 e minha filha faleceu às 7:35 do mesmo dia. As seqüelas que ficam nos familiares e esposo são imensas.

Um sofrimento desnecessário, se o médico fosse mais qualificado e mais competente. Coisas como está tem deixar da acontecer. Por isso a criação da associação é fundamental e o apoio da mídia tambem."

Carmem, conte com meu total apoio à sua nobre causa.

Escrito por Cláudia Collucci às 17h16

 

Contar ou não contar - parte 2

O "Fantástico" do último domingo abordou a questão da quebra do anonimato nas doações de óvulo e de esperma na Inglaterra. Relatou o caso de um garoto que conseguiu, com a ajuda da internet, encontrar o doador do esperma que possibilitou o seu nascimento, ou seja, o seu pai biológico.

No Brasil, essa questão ainda não está na ordem do dia porque há sigilo nas doações de sêmen e óvulo, embora exista projeto de lei no Congresso que pede a quebra do anonimato.

A equipe do "Fantástico" fez uma enquete para perguntar o que a população pensa sobre isso: 62% disseram que um filho nascido por meio de doação de óvulo ou espermatozóide deve ter o direito de saber quem são seus genitores biológicos.

Eu engrosso esse coro. Embora entenda que seja uma situação difícil para vive o conflito na pele, acredito ser um direito inalienável de todo ser humano conhecer suas origens. Claro que no momento certo, quando a criança puder compreender o processso. Conheço dois casais que fizeram isso. Hoje os filhos são adolescentes e entenderam perfeitamente a situação. Queria saber o que vocês pensam sobre essa questão.

Escrito por Cláudia Collucci às 19h05

Hipotireoidismo causa infertilidade

Uma investigação que não pode faltar na vida da mulher que está encontrando dificuldades de gravidez sem causa aparente são as dosagens dos hormônios da tireóide (TSH, T3, T4 livre e anticorpos anti-tireoidianos). Entre as mulheres, é alto o índice de hipotireoidismo. Após os 35 anos, a proporção da incidência é de sete mulheres para cada homem. E mais, a Tireoidite de Hashimoto, o distúrbio mais frequente que afeta as mulheres, pode atingir a reserva ovariana. Estima-se que 40% das mulheres com o problema podem apresentar problemas com a fertilidade, que vão desde a irregularidade menstruais até a menopausa precoce.

Alguns médicos, ao diagnosticar a doença em mulheres "tentantes", já estão pedindo um exame imunológico adicional chamado anticorpos antiovário, que só é feito nos EUA e custa em torno de R$ 450. E o pior: são raros (se é que existem de fato) os planos que cobrem os custos desse exame. Ou seja, se por um lado mais uma luzse acende na investigação da infertilidade, por outro, a saúde suplementar parece não acompanhar os avanços da medicina.

Publiquei hoje uma reportagem na Folha sobre o aumento do hipotireoidismo, que estaria ligado ao consumo excessivo de iodo no sal de cozinha. Segundo pesquisa da USP, o índice da doença chega a 20% _o padrão internacional é de 7%. Leiam reportagem completa nos seguintes links:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1212200501.htm

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1212200502.htm 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1212200503.htm

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1212200504.htm

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1212200505.htm

Escrito por Cláudia Collucci às 20h22

Sala limpa afeta sucesso da FIV

Poucas pessoas param para pensar nisso, mas vocês sabiam que a qualidade do laboratório é fundamental para o sucesso de uma fertilização in vitro (FIV)? Cada vez mais há estudos mostrando que a contaminação do local por gases e materiais voláteis é um fator importantíssimo para a redução dos resultados na reprodução assistida.

Os fatores ambientais que afetam a FIV são: temperatura, umidade, partículas, gases e microorganismos. Controlando esses fatores, segundo os estuidos, há um aumento da qualidade embrionária, resultando em redução do índice de aborto espontâneo e aumento da taxa de gravidez.

O problema são os mecanismos para avaliar essas condições ideais. É claro que nós, leigos, não temos essa capacidade. A vigilância sanitária, que tem competência legal para fiscalizar as clínicas, não tem técnicos com habilidade para tal tarefa. As fiscalizações praticamente inexistem e, quando ocorrem, ficam mais nas questões estruturais do prédio em si.

O fato que essa questão já está se tornando objeto de marketing no mundo da reprodução assistida. Amanhã, será inaugurada na capital mais uma clínica de reprodução de alto padrão, a "Gene Medicina Reprodutiva", do ginecologista das "globais", o dr. Renato Kalil, que tem esse tema como bandeira.

Segundo a clínica, o local está equipado com mecanismos de controle do ar ambiente, por meio de um complexo sistema computadorizado de pressurização e filtragem seqüencial do ar que circula no ambiente laboratorial.

A clínica já nasceria com a certificação de Sala Limpa Classe 100, que é a mais rigorosa marca a ser atingida em ambiente laboratorial, exigida, por exemplo, nos laboratórios de manipulação de novas drogas da indústria farmacêutica.

No Brasil, segundo a assessoria de Kalil, só existem mais duas outras clínicas de reprodução assistida como a mesma equiparação técnica. Eles não citam quais são as clínicas e eu também não faço idéia.

Na minha opinião, se existem provas da relação entre uma sala limpa e o aumento de sucesso da FIV (e há estudos bem conclusivos sobre isso) deveria ser regra no país essa norma e não apenas iniciativas isoladas. Tão isoladas que viram propaganda do local. Os pacientes da reprodução assistida já pagam mais do que o suficiente para ter um serviço de qualidade em todos os aspectos.

Escrito por Cláudia Collucci às 11h49

Caos no HC

Finalmente um médico de coragem resolveu falar o que sempre se soube: desde a sua criação, o centro de reprodução humana do HC vem sendo utilizado com interesses pessoais e políticos e, hoje, encontra-se em situação caótica. Miguel Srougi é o nome do novo titular da urologia da Faculdade de Medicina da USP e o novo diretor do centro de reprodução. Srougi dispensa apresentações. É o papa das cirurgias da próstata no país e revolucionou o setor de urologia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), com ajuda dos seus pacientes particulares. No início do ano, ele passou em concurso público para titular na USP e agora sobrou para ele, em conjunto com Jorge Hallak, administrar o caos que impera no centro de reprodução no HC. Espero que a politicagem existente no HC não impeça Srougi de fazer um bom trabalho no centro, assim como ele fez na urologia da Unifesp. Precisamos de pessoas sérias nessa área da reprodução assistida porque os não-sérios estão a todo vapor. Leiam reportagem completa sobre a crise no centro do HC. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/inde05122005.htm

 Dedo na ferida

A reportagem que fiz para a Folha e o texto que aqui postei sobre as relações espúrias entre as clínicas de reprodução assistida e os laboratórios que fornecem as drogas usadas no tratamento continuam dando o que falar. Soube que alguns diretores de clínicas ficaram incomodadíssimos com a reportagem e estão fazendo comentários para lá de maldosos a meu respeito. Um recadinho a eles: em 20 anos de jornalismo, não tenho absolutamente nada que me desabone. Sempre conduzi a minha carreira com ética, dedicação e paixão. Não é a toa que fui convidada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina) a integrar o comitê de bioética. Não pensem que vou me intimidar. Pelo contrário, isso só me dá a certeza de como estou no caminho certo e do quando ainda é preciso investigar o lado podre da reprodução assistida no Brasil.

Escrito por Cláudia Collucci às 19h52

Jornalista da Folha de S.Paulo, mestre em história da ciência pelo PUC de São Paulo, autora dos livros ("Quero Ser Mãe", editora Palavra Mágica, e "Por Que a gravidez Não Vem?", editora Atheneu)

Este espaço trata de questões relacionadas à fertilidade, como a angústia que envolve a dificuldade de gravidez, os aspectos físicos e emocionais da infertilidade, os tratamentos em reprodução assistida e a polêmica em torno das novas tecnologias.

Neste blog Na Web

"Quero Ser Mãe"

O livro conta histórias reais de 30 mulheres que fizeram fertilização artificial em razão de diversos problemas

"Por Que a Gravidez Não Vem?"

Esclarecimentos sobre infertilidade conjugal a partir de dúvidas de quem vive o problema

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