Caminhada pela fertilidade

no Ibirapuera

Acontece no próximo dia 3 de junho uma caminhada pela fertilidade o Parque do Ibirapuera. O evento, que acontece a partir das 10h, faz parte da campanha "Preserve sua Fertilidade", realizada pela Associação Instituto Sapientiae, em parceria com a Faculdade de Medicina de Jundiaí e o Fertility – Centro de Fertilização Assistida.

O encontro busca esclarecer e conscientizar a população de que algumas decisões e escolhas ainda na juventude podem evitar o problema da infertilidade. Neste dia, o público visitante do parque também poderá realizar um teste para verificar sua fertilidade e esclarecer dúvidas com especialistas da medicina reprodutiva, das 8 às 16 horas.

Sob a coordenação dos diretores do Sapientiae, os especialistas em reprodução assistida, Edson Borges Jr e Assumpto Iaconelli, os resultados das pesquisas realizadas nos anos anteriores tornaram-se um importante instrumento para estudos na área. Na última edição, o público respondeu questionários que apontaram o sedentarismo, o cigarro, o álcool e a obesidade como alguns dos inimigos da fertilidade. Dos 1465 entrevistados, representados por 928 mulheres e o restante pelos homens, 63% não praticam exercícios físicos, 35% estão acima do peso, 30% consumem álcool, 12% das mulheres fumam, entre outros hábitos que prejudicam a vida reprodutiva.

A pesquisa aplicada também apontou que 40% das pessoas tentam a gestação sem sucesso há mais de um ano, portanto com infertilidade. Coincidentemente, 63% dos homens e 63% das mulheres enquadraram-se no Fique Atento, uma das categorias de classificação do estudo.

Para Borges, o resultado demonstra a falta de conhecimento da população, quanto aos fatores que podem comprometer permanentemente a fertilidade. "É muito mais importante informar a população sobre os reais problemas que podem afetar a sua fertilidade do que promover a reprodução assistida como um milagre para a concepção de um bebê", enfatiza o especialista.

Durante a ação no parque, serão distribuídas cartilhas apresentando com detalhes os principais fatores ditos "complicadores" que podem interferir no bom funcionamento do sistema reprodutor humano. O uso de anabolizantes, consumo de drogas lícitas e ilícitas, sexo sem preservativo, exercício físico em excesso são algumas das causas apresentadas no material. Após a caminhada, o público poderá realizar o teste da fertilidade – um questionário com 21 perguntas para verificar o grau de comprometimento do sistema reprodutor. Especialistas e estudantes de medicina reprodutiva também estarão disponíveis para esclarecer as dúvidas da população sobre a fertilidade masculina e feminina.

Você pode fazer sua inscrição gratuita para a caminhada pelo site www.sapientiae.org.br ou pelo telefone (11) 3887-2628 e reservar sua camiseta para o dia do evento.

Serviço de reprodução mais barato no RJ

Os casais cariocas com dificuldade de gravidez ganharam um serviço de reprodução mais acessível a exemplo do que já acontece em São Paulo, com a Corplus e o Projeto Beta. Trata-se do porjeto "Vida", da Clínica Pró Nascer no Centro Médico Barra Life. Segundo o diretor da clínica, João Ricardo Auler, o valor da FIV/ICSI será de R$ 3.560,00, que podem ser parcelados em duas vezes de R$ 1.780,00 ou em até seis vezes de R$ 590,00. Ele afirma que a estrutura e qualidade técnica laboratorial (biólogos e biomédicos), são ‘par a passo‘ com qualquer clínica de alto padrã. A clínica preencheu todos os requisitos da Rede Latino Americana há 1 semana onde todos os requisitos para a acreditação. Dia 25/05, às 19h, haverá uma palestra gratuita para anunciar o projeto. Mais informações podem ser encontradas no www.pronascer.com.br

Escrito por Cláudia Collucci às 12h12
Pronto. Nada como uma noite bem dormida e uma maravilhosa aula matinal de yoga para eu achar a vida novamente linda, apesar do PCC e do dia frio e cinzento em São Paulo. Obrigada pelo carinho de todas. Eu  de novo.
Escrito por Cláudia Collucci às 11h23

Dicas e desabafos

Os dias têm sido bem loucos desde o último 13, quando começou a maior onda de violência já vista no Estado de São Paulo e eu entrei na cobertura jornalística desses episódios. Além do excesso de trabalho diário, sinto-me esgotada física e emocionalmente com a rotina de idas a IMLs, delegacias, velórios, cemitérios, hospitais, favelas. Nesse turbilhão todo, tem me faltado tempo para pensar em novos assuntos para o blog.

Mas, como havia prometido no post em que falei um pouco do trabalho da Randine Lewis, seguem algumas dicas que ela dá no livro "A Cura da Infertilidade", segundo os preceitos da Medicina Tradicional Chinesa:

1 - Coma apenas alimentos orgânicos e carnes sem hormônios. Evite, por exemplo, frango de granja. Tanto os hormônios das carnes quando os agrotóxicos usados em frutas, verduras e legumes, além do leite e seus derivados, podem afetar o sistema endócrino, segundo a Medicina Tradicional Chinesa. Outra recomendação é substituir arroz e massas brancas por integrais e evitar doces;

2 - Peixes, óleo de peixe, produtos a base de soja, brócolis, couve-flor, sementes, algas, azeite, sementes, grãos são ótimas fontes dos chamados ácidos essenciais para todas as células do corpo. Eles ajudam na ovulação, na ruptura dos óvulos e na formação do corpo lúteo;

3 - Suplemente sua dieta com vitaminas A, C, E, B, zinco e selênio e ácido fólico. Algas verdes e azuis, como Chlorella e Spirulina também nutrem todo sistema endócrino;

4 - Elimine cafeína, cigarros e álcool;

5 - Evite situações estressantes, durma bem e pratique exercícios. Ioga, pilates, dança e caminhadas são os mais recomendados.

Sei que no, dia-a-dia, na correria que a gente vive, é difícil seguir dietas muito rígidas, mas a Randine Lewis garante que dá resultados. Eu, por exemplo, cortei café, álcool, açúcares e massas e arroz branco. É claro que a alimentação e o estilo de vida é só uma parte do tratamento. Mas, como o resto depende de uma avaliação pessoal, porque envolve a análise das energias yin e yang, só mesmo com um médico especializado em Medicina Tradicional Chinesa. As médicas Lilian e Maria Auxiliadora, cujos e-mails estão na página principal do blog, podem orientá-las melhor sobre isso. Beijos e até mais. Eu,  muito, muito cansada

Escrito por Cláudia Collucci às 15h14

Duas facetas do Dia das Mães

Dois fatos me emocionaram muito neste Dia das Mães. O primeiro foi uma mensagem de Selma. Ela diz: "Cláudia, achei o seu site por acaso e me senti um lixo. Eu estou grávida de oito meses. Engravidei sem querer e fiquei a minha gravidez toda querendo perder esse bebê. Pode uma coisa dessa!!. Me senti tocada de verdade com o sofrimento de vocês e preciso pedir perdão a Deus. Vocês me mostraram o quanto eu fui mal agradecida com Deus e com a vida. Espero que todas vocês consigam e obrigada por me mostrar o quanto sou abençoada".

A segunda notícia veio da revista da Folha http://www1.folha.uol.com.br/revista/rf1405200607.htm. É uma matéria sobre o instinto materno das cadelas que as fazem adotar até bichos de outra espécie. Conta a história de Pitchula, uma cadela sem raça definida de nove meses, que adotou quatro gatinhos órfãos recém-nascidos. E o mais incrível: mesmo castrada, produziu leite e agora os amamenta. Os veterinários chamam isso de "imprint": uma memória hormonal que provoca o comportamento.

Ao ler quase que ao mesmo tempo as duas histórias de maternidade, imediatamente fiquei tentada a traçar um paralelo. O caso de Selma é um exemplo claro de como uma gravidez indesejada pode ter conseqüências sérias para a mãe e para o bebê. Jamais criticaria Selma por ter desejado perder o seu bebê. Como disse a Brooke Shildes em entrevista a esta vos escreve http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0805200616.htm, "nós, mulheres, pensamos na maternidade como uma coisa sacralizada, incapaz de produzir sentimentos ruins, doenças. É uma barreira cultural difícil de transpor".

Concordo com a Brooke. Estima-se que 12% das mulheres sofram de depressão durante a gravidez e que outras 15% vão ser atingidas pela depressão pós-parto. E, muitas vezes por pura ignorância, essas mulheres são vistas como más, quando, na verdade, estão doentes e precisam de ajuda. Selma, querida, foi muito gratificante para mim saber que este espaço abriu uma outra janela na sua vida: a perscepção de que a gravidez é uma dávida, ainda que vinda em momentos não-desejados. Não se sinta mal ou culpada pelos maus desejos que alimentou até então. Está claro que, lá no fundo, você queria este bebê. Do contrário, teria praticado você mesma o aborto. Neste Dia das Mães, acaricie muito a barrigona e converse com o bebê: diga a ele que a mamãe não estava bem, mas que o ama muito e que ele será muito bem-vindo. É importante ele saber disso, pode acreditar.

Agora, Pitchula, a maior lição veio de você: sem preconceitos, adotou e amamentou os gatinhos, de raça notoriamente inimiga da canina. Você nos faz enxergar que o instinto materno verdadeiro, aquele que vem desde os nossos anscentrais, ultrapassa o ato da gestação. Fêmeas de qualquer espécie podem ter esse instinto desperto por estimulação hormonal ou quando há órfãos que precisam ser cuidados. Tudo tão simples. Tudo tão fácil. Por que nós, fêmeas humanas, complicamos tanto? 


A cadela Pitchula adotou gatinhos órfãos e os está amamentando

Escrito por Cláudia Collucci às 10h53

O buraco do nosso caminho

Diz uma lenda chinesa que uma pessoa estava andando em uma rua e caiu em um buraco. Xingou, esmurrou as paredes do buraco e passou horas amaldiçoando quem abriu e não fechou o buraco. Só depois de muito tempo, saiu do buraco. Dias depois, caiu de novo no mesmo buraco. Xingou, xingou, mas saiu mais rápido do local.

Dias depois, caiu de novo no buraco. Dessa vez, pensou: que estúpido que sou, deveria ter me lembrado que aqui tem um buraco e logo saiu de lá. A partir daí, só pensava em como evitar cair no buraco de novo. Divagou tanto sobre isso que caiu novamente. Só aí que tomou a decisão de mudar de caminho e nunca mais caiu no buraco.

A lenda pode ser perfeitamente aplicada às nossas vidas e, em particular, nos momentos em que ficamos lamentando o por quê de ainda não estarmos grávidas.  Caímos constantemente no mesmo buraco da angústia até que uma hora decidimos mudar o rumo das nossas vidas.

É claro que isso não é nada fácil porque implica mudanças de hábitos e de conceitos arraigados. O primeiro passo é analisar o seguinte: tirando todas as máscaras, como estamos realmente? Como anda a nossa auto-estima? Como estão os nossos conflitos emocionais? Como estão os nossos maridos? Como anda o casamento? Por que queremos tanto um bebê?

Durante esses questionamentos, costumam aparecer caminhos incríveis, como, por exemplo, a conclusão de que é possível ser muito feliz adotando um bebê. Ou que é possível também ser muito feliz apenas com o seu marido. Ou mesmo sozinha, por que não?

O importante é não condicionar a nossa vida a um único objetivo, no caso a gravidez. Já pensaram quantas horas, quantos dias não passamos chorando e lamentando a gravidez que ainda não veio? E o resultado disso foram olhos inchados e uma tristeza imensa no coração. Nada mais.

Por isso, em vez de se entristecer com mais um Dia das Mães sem o bebê na barriga ou nos nossos braços, que tal agradecer ao Universo o fato de estarmos vivas, com saúde, ao lado de pessoas que amamos?

Na hora certa, o bebê virá para se somar à nossa vida, deixá-la ainda melhor. Mas, de forma alguma, deve ser visto como mais importante do que ela própria. Seria muito cruel um filho já nascer com uma responsabilidade tão grande assim.

Escrito por Cláudia Collucci às 19h00

A tortura do Dia das Mães

Mais um Dia das Mães se aproxima e a tentação é acabar sendo repetitiva. Neste ano, porém, não vou falar da incômoda overdose de propagandas alusivas à maternidade que somos obrigadas a encarar nesta época e tampouco de como é triste ver o mundo grávido e sentirmos, mais um ano, excluídas dessa comemoração. E olha que minha resistência está sendo posta em prova a cada momento. Tenho pelo menos cinco amigas gravidíssimas, uma delas minha querida e única irmã, no oitavo mês de gestação, e outras tantas já mães.

O interessante é que, neste ano, diferentemente dos anteriores, estou calmíssima. Não sei se foi um contato tete-a-tete com o dalai-lama (consegui uma entrevista exclusiva com ele e até ganhei de presente uma kada, aquela espécie de echarpe de seda branca, símbolo do budismo), não sei se é minha fase zen em que estou cuidando com muito zelo da alma, mas estou feliz. Apesar de ainda não estar grávida. Apesar de estar com uma gripe absurda há uma semana.

Na semana passada, acompanhei minha irmã às compras do enxoval do bebê, uma menininha, minha segunda sobrinha. Foi uma festa e, por alguns momentos, a sensação era a de que a futura mamãe era eu. Foi aí que conclui uma coisa: é possível ter o sentimento da maternidade muito antes da gravidez.

E esse sentimento não é de posse. Independe de haver ou não um bebê nos nossos braços. Ele simplesmente está ali, como um berço à espera do pequenino. Pode parecer viagem isso tudo que estou dizendo. Mas pensem comigo. Que opção temos nós diante de um fato concreto: ainda não estamos grávidas e mais um Dia das Mães se aproxima. Chorar, lamentar, invejar as barrigas alheias? Ou simplesmente ter a certeza de que estamos utilizando todos os recursos disponíveis para alcançar esse sonho e que tudo é uma questão de tempo. Eu fico com a segunda opção.

Escrito por Cláudia Collucci às 17h14

Jornalista da Folha de S.Paulo, mestre em história da ciência pelo PUC de São Paulo, autora dos livros ("Quero Ser Mãe", editora Palavra Mágica, e "Por Que a gravidez Não Vem?", editora Atheneu)

Este espaço trata de questões relacionadas à fertilidade, como a angústia que envolve a dificuldade de gravidez, os aspectos físicos e emocionais da infertilidade, os tratamentos em reprodução assistida e a polêmica em torno das novas tecnologias.

Neste blog Na Web

"Quero Ser Mãe"

O livro conta histórias reais de 30 mulheres que fizeram fertilização artificial em razão de diversos problemas

"Por Que a Gravidez Não Vem?"

Esclarecimentos sobre infertilidade conjugal a partir de dúvidas de quem vive o problema

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