FIV não é um 'parque de diversões'

Angelina Jolie and Brad Pitt

 

Não poderia deixar a semana acabar sem antes comentar a notícia de que os gêmeos de Angelina Jolie e Brad Pitt são de proveta. Até aí, nada de mais. Centenas de celebridades já tiveram seus bebês de proveta. O que chama a atenção neste episódio é o casal ter recorrido à FIV (Fertilização in vitro) sem apresentar, aparentemente, problemas de infertilidade.

 

Diz a revista “US Magazine”: “Eles queriam desesperadamente mais bebês logo (...) Então, escolheram a FIV para que ela [Jolie] não tivesse que lidar com o estresse de tentar engravidar”. Será que eu entendi direito? Quer dizer que a FIV não é estressante? Ou é menos estressante do que as tentativas naturais de gravidez? De que planeta eles são?

 

Trinta anos se passaram desde que a primeira FIV foi realizada e ainda querem vender a imagem de que o procedimento é um “parque de diversões”. Quer engravidar sem estresse, faça uma FIV! Quer ter gêmeos lindos e fofos rapidinho, faça uma FIV! 

 

Alguém pode dizer à mídia (internacional e nacional _que traduz e reproduz notícias desse tipo sem nenhum senso crítico) que a FIV é mais do que estressante, que provoca abalos físicos, emocionais e financeiros em muitos casais, que está longe de ser um procedimento garantido porque só tem 30% de eficácia a cada ciclo? Se Jolie conseguiu gerar gêmeos na primeira tentativa _não há informações sobre isso_, parabéns para ela. Mas isso está longe de ser uma regra.

 

E tem mais sobre o casal “Brangelina”. A versão impressa do jornal “The San Jose Mercury News” trouxe a seguinte pérola: “eles não optaram pela FIV porque tinham ‘defeito no maquinário’, mas sim porque estavam impacientes para esperar uma gravidez natural”. Defeitos no maquinário? Give me a break!

 

Parece que houve um esforço grande da assessoria do casal de afastar qualquer hipótese de dificuldade de gravidez natural. É como se falassem: ‘O casal pop star sofrendo de infertilidade, imagina! Angelina é perfeita, Brad Pitt é perfeito, logo têm um “maquinário” perfeito. Infertilidade sofrem vocês, pobres mortais'.

 

Deixando a ironia de lado, a forma como essa notícia foi divulgada representa um grande desserviço. Ela joga uma pá de cal em todos os protocolos de todas as sociedades médicas de reprodução humana, que defendem que a FIV deva ser sempre o último passo, depois de esgotados todos os outros procedimentos menos invasivos _coito programado, estimulação ovariana e inseminação. Essa história é mais capítulo da série "Banalizações da reprodução assistida".


Não custa lembrar que, além da pouca eficácia e do alto custo, a FIV tem riscos. No exterior, pessoas já morreram durante o tratamento (por hiperestimulação ovariana e por perfuração de órgãos durante a punção dos óvulos no ovário). Também ainda não sabemos dos riscos, a longo prazo, dessa quantidade imensa de hormônios injetados no nosso corpo. Podem me chamar de mal-humorada, mas realmente fico passada quando leio asneiras desse tipo.

Escrito por Cláudia Collucci às 17h32
"Quero ser Mãe" está entre os blogs finalistas do Prêmio Comunique-se

Tive uma ótima surpresa hoje. Soube que o nosso blog está entre os dez finalistas da categoria "Blogs" do Prêmio Comunique-se e Jornalismo e Comunicação Empresarial. Vejam o link: http://www.premiocomunique-se.com.br/premio/2008/finalistas_08.asp.

Fiquei muito feliz porque nem sabia que estava no páreo. O prêmio é um reconhecimento do desempenho do jornalista pelo conjunto do seu trabalho. Os finalistas e vencedores são eleitos por meio dos votos dos próprios jornalistas que freqüentam o portal Comunique-se.

O prêmio divide-se em três fases. Na primeira, são indicados dez profissionais para concorrerem em cada categoria, com base nas sugestões da comunidade de jornalistas cadastrados no Comunique-se.

Na segunda etapa, os jornalistas escolhem três finalistas para cada categoria e, na última fase, os mesmos eleitores decidem quem são os vencedores. Em todo o processo de definição de indicados, finalistas e vencedores, a votação é totalmente online, sendo as duas últimas etapas acompanhadas pela empresa de auditoria independente Deloitte.

Ganhando ou não o prêmio, já estou para lá de satisfeita. Só o fato de um blog que trata de um tema tão específico, a maternidade, estar no páreo ao lado de outros coordenados por profissionais que admiro muito, como o Noblat e o Josias, que tratam basicamente de política, já é um presentão. Quero agradecer meus colegas jornalistas pela indicação. E dividir minha alegria com vocês, minhas (meus) leitoras (res) tão queridas (os).

Escrito por Cláudia Collucci às 11h33
Mães da FIV tendem a ser mais superprotetoras

Um estudo da Universidade de Cambridge sobre as relações em famílias com filhos nascidos por meio de doação de óvulos, de esperma ou por útero de substituição mostrou que elas apresentam poucas diferenças em termos de funcionamento e equilíbrio psicológico em relação aos filhos que foram concebidos naturalmente. A única diferença é que, no primeiro caso, as mães da FIV tendem a ser mais superprotetoras e mais "brandas" em relação à disciplina dos pequenos.

A equipe de cientistas, liderada por Polly Casey, acompanhou 39 famílias que tinham recorrido à maternidade de substituição, 43 à inseminação com esperma de doador e 46 à doação de óvulos. Essas famílias foram comparadas com outras 70 em que as crianças tinham sido concebidas naturalmente.

O estudo mostrou também que, quando as crianças completaram sete anos, "apenas" 39% dos pais que tinham recorrido à doação de óvulos e 29% dos que tinham recorrido à de esperma, tinham revelado a elas a natureza da sua concepção.

As aspas no apenas do parágrafo acima foram extraídas do texto original da pesquisa e mostram que os cientistas avaliaram o percentual pequeno demais. Mas, para mim, essa taxa foi uma surpresa.

Em mais de uma década fazendo reportagens e escrevendo livros sobre esse mundo da reprodução assistida, só conheci um caso de uma mulher que revelou à filha a sua verdadeira origem. Ainda assim, ela o fez porque a família toda sabia que ela não tinha os dois ovários e a gravidez só seria possível com óvulos doados. Antes que a filha descobrisse a verdadeira história da sua concepção por outras pessoas, a mãe decidiu contá-la quando a menina fez sete anos. Felizmente, não houve nenhum trauma e a menina, hoje uma adolescente, encara a história com muito bom humor.

Na avaliação de muitos psicólogos, os pais devem sim contar aos seus filhos, no momento certo e da forma adequada, a verdade sobre a concepção. Os não-ditos, as omissões, podem provocar danos psicológicos irreparáveis na relação, alertam eles. Os médicos, por sua vez, continuam achando isso uma grande besteira. Tentam traçar uma similaridade entre a doação de gametas e a doação de sangue.

Eu já me posicionei sobre isso e volto a reafirmar: qualquer segredo numa relação familiar é prejudicial e deve ser evitado. Por isso, é muito importante pesar essas questões antes de se decidir por gravidez com gametas doados. E se durante o processo bater a dúvida sobre como conduzir o assunto em casa, é fundamental buscar a ajuda de um profissional.

Escrito por Cláudia Collucci às 20h44
30 anos de fertilização in vitro: o que mais podemos esperar?

No próximo dia 25 de julho, o mundo comemora 30 anos de fertilização in vitro. Foi nessa data que nasceu Louise Brown, o primeiro bebê de proveta. Como em todas as efemérides, já começam a surgir as previsões futuras. A revista britânica "Nature" ouviu diversos especialistas na área da reprodução assistida para saber quais são as suas apostas para os próximos 30 anos. Vejam os que eles pensam:

Na opinião de Susannah Baruch, diretora do Centro de Genética e Políticas Públicas da Universidade Johns Hopkins, em Washington, o medo dos bebês feitos sob encomenda, que costumamos ver em filmes e livros de ficção científica, não se tornará uma realidade. "Não existe um gene que promova o cabelo loiro, a magreza, a altura ou qualquer característica que o 'bebê perfeito' possa ter", explica.

O que pode vir a ser possível é escolher um embrião com chances melhores de ter alguma característica, dentro de um grupo. Mas isso traz impedimentos. Escolher o bebê com maior possibilidade de ser loiro pode resultar em um que tenha também maior chance de ter alguma doença. "Nenhum de nós é um espécime perfeito e nenhum de nossos embriões será. Além disso, lembra a cientista, "a inseminação artificial é cara e desconfortável." "A forma a moda antiga é mais barata e mais divertida, e isso não vai mudar em 30 anos."

Para o diretor do Centro de Ética da Universidade Estadual de Oklahoma, Scott Gelfand, o futuro pode ver bebês sobrevivendo com apenas 12 semanas _cerca de três meses_ de gestação. O avanço, para ele, pode levar até a gestações completas em úteros artificiais. "Eu acho que isso é interessante e assustador", diz Gelfand.

A tecnologia existe, mas, segundo o cientista, quem trabalha na área não fala abertamente sobre o assunto, por medo das implicações éticas e morais. De um lado, alguns podem achar que algo do tipo seria uma aberração que não poderia ser usada. De outro, ela poderia não apenas salvar a vida de bebês extremamente ameaçados, como também resolver problemas como o do aborto _ mães que não querem a criança, em vez de abortar, poderiam entregar para clínicas e úteros artificiais; depois o bebê seria entregue para adoção. Mas com a quantidade de abortos realizados todos os anos (só nos Estados Unidos são um milhão), haveria espaço para gestar e adotar todas essas crianças?, questiona o médico.

Os cientistas também estão otimistas em relação à infertilidade. "Vejo a tecnologia indo em direção possivelmente à erradicação completa da infertilidade", acredita o diretor do Centro de Medicina Reprodutiva e Infertilidade de Nova York, Zev Rosenwaks.

Apresentadas no final de 2007, as células induzidas podem resolver a polêmica das células-tronco embrionárias e tornar possível que óvulos e espermatozóides sejam feitos a partir de um pedaço de pele. E isso pode ser feito com pessoas de qualquer idade. "Recém-nascidos poderiam ter filhos e pessoas de cem anos poderiam ter filhos", explica Davo Solter, do Instituto de Biologia Médica de Cingapura.

Eu aqui no meu cantinho só continuo torcendo para que a FIV se torne de fato mais eficaz e mais barata. Trinta anos se passaram e até agora ninguém consegue explicar, por exemplo, porque embriões considerados perfeitos não se fixam no útero. Trinta anos se passaram e o tratamento continua caríssimo, extremamente desconfortável e com apenas 30% de chances de dar certo. Isso é fato. O resto me soa falatório inútil.

 

Escrito por Cláudia Collucci às 13h30
Os limites e os motivos da maternidade

Omkari Panwar and her husband Charan

A mãe, Omkari, 70, e o pai, Charan Panwar, 77

 

undefined 

Os gêmeos, com menos de 900 gramas

Nesta semana, outro caso inusual de maternidade me chamou a atenção: uma indiana de 70 anos deu à luz um casal de gêmeos prematuros, na cidade de Muzaffarnagar (Índia). Ela já está sendo considerada a mulher mais velha do mundo a parir.  É verdade que ninguém pode provar a idade dela porque Omkari não tem certidão de nascimento e não sabe ao certo quando nasceu, segundo o jornal britânico Daily Telegraph.  Até então, a mãe mais velha do mundo era Adriana Iliescu, uma romena que deu à luz uma filha, aos 66 anos, em 2005.

A idade da indiana foi estimada em 70 anos porque Omkari disse que tinha nove anos quando acabou o governo britânico sobre a Índia e países vizinhos, em 1947. A aposentada, que tem duas filhas adultas e cinco netos, se submeteu a um tratamento de fertilização in vitro _com óvulos doados de uma mulher mais jovem, obviamente_ para gerar um herdeiro homem.

Seu marido, Charan Singh Panwar, 77, afirmou que o casal ficou endividado para financiar o tratamento. "Finalmente temos um filho e herdeiro", disse ele. "Nós rezamos a Deus, visitamos santos e locais sagrados para rezar por um herdeiro. Posso morrer como um homem feliz e um pai orgulhoso".

"Se eu sou a mãe mais velha do mundo, isso não significa nada para mim. Eu só quero ver meus bebês e cuidar deles enquanto eu ainda posso", disse Omkari. "Minhas filhas ganharam um irmãozinho, meu marido e eu ganhamos um herdeiro - é tudo que sempre quisemos", acrescentou.

Tanto esforço e risco para se ter um filho nessa idade tem uma explicação. A preferência por filhos homens está fortemente enraizada em muitos países asiáticos, como a Índia e a China, tanto por questões culturais quanto por questões econômicas. As filhas podem ser vistas como fonte de prejuízo, especialmente quando é preciso pagar dotes. Pais mais velhos usualmente esperam receber apoio de seus filhos e suas esposas. E filhos homens também podem ser necessários para realizar ritos funerários ou reverência a ancestrais.

Por isso, para eles, vale a pena o risco. A mãe indiana septuagenária, por exemplo, quase morreu. Chegou ao hospital inconsciente e sangrando muito. A ginecologista Nisha Malik afirmou que quando a viu, pensou primeiro que ela tivesse sofrido um acidente ou tivesse câncer. "Eu fiquei chocada quando esta senhora me disse que estava grávida."

Posso dizer que também fiquei chocada não só com o fato em si, mas pelos rumos que anda tomando a fertilização in vitro, neste ano em que a técnica completa 30 anos de existência. Atordoa-me, sobretudo, o uso da FIV para fins ideológicos. Já ouvi algumas histórias de casais sem histórico de infertilidade que, por razões sócioculturais-religiosas, optam pela FIV para gerar filhos homens. Fazem o tratamento e autorizam, sem peso na consciência, o descarte dos embriões femininos para só transferir os embriões-meninos.

Em conversas informais no meio médico já soube, inclusive, de casos de redução embrionária pelo mesmo motivo. Um deles era casal de origem asiática que veio ao Brasil especialmente para fazer a FIV. A mulher engravidou de trigêmeos, duas meninas e um menino. O casal decidiu então autorizar a aspiração, ou em um português mais claro, a morte, dos dois embriões femininos, porque só lhes interessavam o nascimento de um menino _já tinham uma filha adolescente. E o mais triste é que, mediante um bom dinheiro, sempre encontram médicos dispostos a cometer atrocidades desse tipo.

Por outro lado, essa pré-seleção de filhos, que prioriza o sexo masculino _em gravidezes naturais, é comum as famílias provocarem o aborto quando o ultra-som aponta que a gestação é de uma menina_, deve ter conseqüências sociais graves nos próximos anos, alerta o Fundo de População das Nações Unidas. Em algumas regiões da China e da Índia, um crescente número de homens já tem dificuldade para encontrar companheiras, o que pode levar a um aumento na violência sexual e no tráfico de mulheres.

Outras informações relacionadas à preferência asiática por filhos homens estão disponíveis em: http://www.unfpa.org/gender/case_studies.htm.

Escrito por Cláudia Collucci às 12h49
"Homem grávido" dá luz uma menina

The Pregnant Man Gives BirthThomaz Beatie, grávido

Thomas BeatieThomaz na reta final da gravidez

A história parece ter saído de um livro de ficção. Thomas Beatie, 34, nasceu mulher no Havaí e se chamava Tracy Lagondino. Chegou a ser modelo e a concorrer a Miss Havaí Teen. Aos 20 anos resolveu ser homem. Fez mastectomia e tomou hormônios masculinos para ganhar massa muscular, pêlos, voz grossa e conseguiu identidade masculina _com passaporte e carteira de motorista.

Preservou, no entanto, seus órgãos sexuais femininos. O tempo passou e ela, ou melhor ele, conheceu sua mulher Nancy, 46, que não podia ter filhos porque teve o útero removido em razão de uma endometriose. Decidiram então tentar uma gravidez com o sêmen doado.

E pasmem! A inseminação foi caseira. Eles conseguiram o sêmen e o injetaram em Thomaz por meio de uma seringa. "Creio que o desejo de ter um filho não é masculino nem feminino", disse ele na época. "É uma necessidade humana. Sou uma pessoa e tenho direito a ter um filho biológico."

A menina nasceu no último dia 29, em Oregon (EUA). Segundo ele, a única coisa diferente na vida de mãe, ou melhor, de pai, é o fato de não conseguir amamentar a filha. "Um grande número de mulheres também não o fazem", justificou. Este mundo está ficando muito estranho ou é impressão minha?

Escrito por Cláudia Collucci às 19h34
"Estou em luto, pela criança e pela mãe"

Quando se luta tanto por um filho, quando se perde um filho ainda no ventre, fica muito difícil entender os motivos que levam uma mãe a atirar um bebê de oitos meses pela janela. O caso aconteceu na noite de ontem em Curitiba e a mulher, segundo a polícia, aparentava ter problemas mentais. A filha foi lançada do sexto andar e não sobreviveu à queda. Segundo consta, a mãe, uma auxiliar de enfermagem do Hospital das Clínicas de Curitiba, de 41 anos, estava deprimida, tomava antidepressivos.

"Eu queria me livrar do pacote. Sempre fui incompetente para cuidar dela", disse a mãe ao delegado, após ser presa. Ela relatou que a intenção era também se matar após jogar a filha da janela do apartamento, mas faltou coragem. Já vimos cenas parecidas outras vezes. É a mãe que joga o filho no rio, no lago, no lixo. E nós, esse batalhão de mulheres sonhando com a maternidade, ficamos a perguntar: Por que que tem que ser assim? Por que há de um lado tantas mulheres com um imenso amor para a dar aos filhos e outras tantas com tão poucos recursos emocionais para exercer a maternidade?

Apesar do meu inconformismo pela falta de respostas das questões acima e apesar considerar um crime abominável, não consigo odiar essa mulher. Sei que muitas de vocês vão me criticar por isso, mas é a mais pura verdade. Conheço razoavelmente bem os processos depressivos e os surtos psicóticos para entender que ela não agiu racionalmente, que ela está doente. E me irrita profundamente quando leio frases do tipo "ela não demonstrou arrependimento". As pessoas de uma forma geral, incluo aí meus amigos jornalistas, entendem muito pouco de doenças mentais...

Um outra questão que agrava mais essa história é o fato dessa mulher ser uma profissional da área da saúde, estar recebendo remédios e acompanhamento psicológico e, nem assim, essa rede foi suficiente para impedi-la de fazer o pior: matar a própria filha. Agora, é muito fácil todo mundo querer linchar essa mulher em praça pública. Já acompanhei de perto casos de depressão pós-parto, alguns de amigas muto queridas, e posso garantir que são situações terríveis e que essas mulheres se tornam irreconhecíveis.

Já ouvi relatos de mães, hoje super carinhosas e corujas com seus filhos, que, diante de uma depressão pós-parto, pensaram em matá-los e se matar também. A sorte é que contaram com profissionais e remédios eficazes e uma família muito presente que as trouxeram de volta. Pelo jeito, não foi o que aconteceu com a auxiliar de enfermagem. Estou em luto, pela criança e pela mãe. 

Escrito por Cláudia Collucci às 12h27

Jornalista da Folha de S.Paulo, mestre em história da ciência pelo PUC de São Paulo, autora dos livros ("Quero Ser Mãe", editora Palavra Mágica, e "Por Que a gravidez Não Vem?", editora Atheneu)

Este espaço trata de questões relacionadas à fertilidade, como a angústia que envolve a dificuldade de gravidez, os aspectos físicos e emocionais da infertilidade, os tratamentos em reprodução assistida e a polêmica em torno das novas tecnologias.

Neste blog Na Web

"Quero Ser Mãe"

O livro conta histórias reais de 30 mulheres que fizeram fertilização artificial em razão de diversos problemas

"Por Que a Gravidez Não Vem?"

Esclarecimentos sobre infertilidade conjugal a partir de dúvidas de quem vive o problema

 Visitas