Grávidas de óvulos doados devem ser consideradas da alto risco, diz estudo alemão

Mulheres que engravidaram após a doação de ovos devem ser classificadas como pacientes de alto risco, sugere um estudo dos pesquisador Ulrich Pecks e co-autores do Hospital Universitário de Aachen, na Alemanha.

Os autores avaliaram dados de publicações recentes e uma série de casos que encontraram em seu próprio hospital. Visualizando os prontuários das pacientes, eles descobriram que, nos últimos quatro anos, oito mulheres que receberam óvulos doados tiveram que ser tratadas de hipertensão induzida pela gravidez. Três dessas gestações tiveram que ser encerradas prematuramente por causa da ameaça à vida da mãe.

A doação de óvulos tem sido usada há mais 25 anos para tratar mulheres mais velhas que não conseguem engravidar com seus próprios óvulos. Uma lei alemã proíbe explicitamente o procedimento, mas muitos casais costumam procurar instituições médicas em países europeus vizinhos.

Após a transferência de embriões de sucesso, as mulheres grávidas são posteriormente tratadas na Alemanha, em conformidade com a disposição legal de maternidade. Devido ao risco de uma doença hipertensiva específica da gravidez, os autores recomendam que os pacientes sejam acompanhados de perto por médicos com especialização em medicina materno-fetal. É algo a se pensar por aqui também!

Escrito por Cláudia Collucci às 17h18
Casais sem filhos têm dieta mais saudável
Uma reportagem publicada na semana passada no "The New York Times" sugere, com base em um estudo britânico, que casais com crianças têm uma dieta menos saudável do que os casais sem filhos.

Pesquisadores usaram dados de uma pesquisa do governo britânico com 7.014 famílias, que registravam suas compras de alimentos num diário por período de duas semanas, em 2003 e 2004.

As famílias de renda mais alta comeram mais carne, frutas frescas e vegetais, em comparação às outras. A idade influenciou o consumo de gorduras e açúcar o que é reduzido em lares com pessoas de mais idade.

Talvez o mais surpreendente é que o novo estudo, publicado na edição de dezembro do " European Review of Agricultural Economics", descobriu que os casais sem filhos eram os que comiam de forma mais saudável.

Mesmo depois de controlar fatores como idade, renda e outros, em comparação a uma família com crianças, um casal sem filhos consumiu cerca de 2 kg mais frutas e vegetais por pessoa ao longo do período de duas semanas.

Ter crianças em casa também reduziu a demanda por carne, e aumentou o consumo de laticínios, cereais e batata.

"Isso confirma o que nós, como pais, já sabemos", disse um autor do estudo, Richard Tiffin, professor de economia da Universidade de Reading, na Inglaterra. "Por alguma razão, a dinâmica social numa casa com crianças torna a dieta em geral menos saudável".

Escrito por Cláudia Collucci às 13h06
Casal australiano recorre à Justiça para ter uma menina

 

 

Um casal australiano, que já tem três meninos, estrou na Justiça para obter o direito de escolher o sexo do bebê que pretendem gerar por fertilização in vitro. Eles estão tão obcecados por uma menina. Já chegaram a abortar uma gravidez de gêmeos,  também por fertilização, ao descobrir que os dois bebês eram do sexo masculino. O casal teve uma filha que morreu pouco após o nascimento.

As leis do Estado australiano de Victoria proíbem a escolha do sexo da criança em inseminações artificiais. Assim como no Brasil, a legislação local somente permite a escolha do sexo do bebê em caso de riscos graves associados à transmissão de doenças genéticas associadas a um determinado sexo. 

Inconformados com a decisão, o casal decidiu recorrer ao Tribunal Civil e Administrativo de Victoria após ter tido um pedido rejeitado por um painel independente, ligado ao Ministério da Saúde, para decidir sobre questões de ética médica. A Justiça já decidiu que tem o poder de alterar, se necessário, a decisão do painel, mas deverá julgar o pedido do casal somente em março.

Em declarações publicadas pelo diário australiano The Herald Sun, o casal, que prefere se manter no anonimato, afirmou que a decisão de terminar a gestação dos gêmeos foi traumática, mas que eles não se arrependem porque não podem continuar tendo um número ilimitado de filhos até conseguir gerar uma menina. A mulher, na faixa dos 30 e poucos anos, admitiu ter ficado obcecada com o desejo de ter uma menina e disse que isso se tornou necessário para a manutenção de sua saúde psicológica. O que vocês pensam sobre isso?

Escrito por Cláudia Collucci às 20h29
Saem novas regras para a reprodução

O Conselho Federal de Medicina divulgou hoje uma nova resolução para a reprodução assistida. Muitas das determinações já fazem parte da rotina das clínicas, mas agora são oficiais. Entre elas, casais gays poderão ter seus filhos por meio das técnicas de reprodução assistida.
O uso de um embrião ou sêmen congelado também será permitido após a morte de um dos genitores_desde que haja autorização prévia para a utilização, de preferência, com registro em cartório.
A resolução reforça a proibição da escolha do sexo da criança e a necessidade de a clínica manter um cadastro completo com informações dos pacientes e de esclarecê-los sobre as chances de sucesso da fertilização.
Outra alteração é a que limita o número de embriões a serem implantados de cada vez, a depender da idade da mulher. Até 35 anos, por exemplo, será permitida a transferência de apenas dois embriões. Depois dos 40, continuam sendo permitidos qautro embriões

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Escrito por Cláudia Collucci às 20h36
Quatro mulheres, um homem e dois bebês

Cada hora aparece uma nova e surpreendente possibilidade de formar uma família por meio da reprodução humana assistida. Especialmente nos EUA, onde tudo pode. Neste último fim de semana, o "The New York Times" publicou a história de Melanie Thernstrom e do marido Michael, que realizaram o sonho de ter filhos de maneira bem inusitada. Leia a íntegra da matéria no link: http://www.nytimes.com/2011/01/02/magazine/02babymaking-t.html?pagewanted=1&_r=1&ref=health

Após cinco fertilizações in vitro frustradas, 44 anos e com histórico de artrite, Melanie decidiu recorrer a óvulos "doados" de uma jovem da Califórinia. Depois que os óvulos foram fertilizados com o sêmen de Michael, os embriões foram transferidos para duas mulheres diferente, que "emprestaram" seus úteros.

As aspas têm uma razão. Tanto os óvulos quanto as barrigas envolveram um comércio em franca expansão nos EUA. Universitárias vendem óvulos para pagar seus estudos, mulheres alugam o útero para melhorar o orçamento familiar e por aí vai. Mas voltemos à história do "NYT". Melaine decidiu alugar duas barrigas diferentes porque temia os riscos de uma gravidez de gêmeos (a prematuridade, por exemplo). Assim,  os bebês Violet e Kieran nasceram com cinco dias de diferença e estão sendo chamados der ‘‘twiblings’’ (uma contração de gêmeos e irmãos). As mulheres que alugaram a barriga chegaram a amamentar os bebês por alguns meses.

A própria Melsnie reconhece o seu despreendimento, gosta da ideia de "produção coletiva" e pretende contar toda a história para os filhos. Aliás, desde a gravidez mantém um diário sobre toda a epopéia e já esboça uma história infantil. "Era uma vez havia um casal que queria muito ter bebês. Eles tentaram, tentaram, mas os bebês não vieram e eles ficaram muito tristes. Então, a fada madrinha lhes trouxe óvulos mágicos...Os óvulos foram dados para duas mulheres angelicais que ajudaram os bebês a crescer..." Será que essa já é uma versão das histórias infantis do futuro?

 

Escrito por Cláudia Collucci às 17h51

Jornalista da Folha de S.Paulo, mestre em história da ciência pelo PUC de São Paulo, autora dos livros ("Quero Ser Mãe", editora Palavra Mágica, e "Por Que a gravidez Não Vem?", editora Atheneu)

Este espaço trata de questões relacionadas à fertilidade, como a angústia que envolve a dificuldade de gravidez, os aspectos físicos e emocionais da infertilidade, os tratamentos em reprodução assistida e a polêmica em torno das novas tecnologias.

Neste blog Na Web

"Quero Ser Mãe"

O livro conta histórias reais de 30 mulheres que fizeram fertilização artificial em razão de diversos problemas

"Por Que a Gravidez Não Vem?"

Esclarecimentos sobre infertilidade conjugal a partir de dúvidas de quem vive o problema

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